COFECON: presidência e conselheiros são empossados
13 de fevereiro de 2012
Assessoria de Imprensa COFECON
O Conselho Federal de Economia – COFECON realizou na última quinta-feira (09/02) a posse de sua nova presidência. O evento aconteceu no Hotel Nacional, em Brasília – DF, e contou com a presença de várias autoridades (tanto locais quanto de outros estados), economistas, professores e dirigentes de outras categorias profissionais.
Após o hino nacional, foi exibido um vídeo comemorativo dos 60 anos da profissão, no qual apresenta-se rapidamente seu início no Brasil, os anos em que ganhou maior projeção nacional, a importância e as habilidades do economista, bem como as perspectivas para o futuro. As atividades de comemoração dos 60 anos serão encerradas em breve com o lançamento de um livro contando a história da profissão no Brasil e do Conselho Federal de Economia.
O agora ex-presidente Waldir Pereira Gomes fez um discurso no qual prestou contas de sua gestão, mencionando uma a uma as principais realizações. Entre elas, destacam-se os despachos executivos, que trouxeram mais diálogo ao sistema COFECON / CORECONs; a implantação da Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), como instrumento de valorização profissional, bem como as reuniões mantidas com bancos para pedir deles a obrigatoriedade da ART; o Simpósio Nacional dos Conselhos de Economia – SINCE e o Congresso Brasileiro de Economia – CBE como eventos máximos da categoria; a campanha comemorativa dos 60 anos da profissão; o workshop dos gerentes executivos, fiscais e setor jurídico dos CORECONs; e o Programa de Desenvolvimento Humano para funcionários do COFECON, além de uma lista de outras realizações.
Em seguida foram empossados o novo presidente Ernes Tadeu Zapeline; o vice-presidente Kanitar Aymoré Sabóia Cordeiro; os conselheiros federais efetivos Antônio Eduardo Poleti, Eduardo José Monteiro da Costa, Fabíola Andréa Leite de Paula, Júlio Alfredo Rosa Paschoal e Róridan Penido Duarte; os novos suplentes Júlio Gameiro Miragaya, Nei Jorge Correia Cardim, Paulo Roberto Lucho, Antonio Eduardo Nogueira e Lourival Batista de Oliveira Júnior. Wellington Leonardo da Silva (efetivo) e Carlos Henrique Tibiriçá Miranda (suplente) não puderam estar presentes.
Encerando a programação da noite, veio o discurso do novo presidente Ernes Tadeu Zapeline. Ele começou falando sobre o economista: “É o profissional que tem a mais ampla visão do mundo em que vivemos. É o profissional que abarca conhecimentos dos mais diversos campos do saber”.
Mas o presidente teve que apontar para uma realidade mais dura no que diz respeito à profissão: “A maioria das escolas existentes possui instalações deficientes, corpo docente mal remunerado. A legislação que instituiu este profissional, além de estar defasada num mundo que passou por transformações significativas nas últimas décadas, ainda não especifica claramente os procedimentos inerentes à delimitação do campo profissional. A isso junte-se o encolhimento do mercado de trabalho pelos seus maiores empregadores: o executivo federal, os estaduais e os municipais”. Mas prometeu: “Vamos lutar inexoravelmente e deixar de ser vítimas para sermos atores”.

Após falar a respeito da burocracia que atinge a administração pública, destacando a Lei 1.411/51, o presidente referiu-se à importância do planejamento. Afirmou que a atividade econômica deve funcionar de forma articulada, “com profissionais economistas e a santíssima demanda agregada”. Defendeu que os governos estejam presentes “com agências reguladoras ágeis e enérgicas, política fiscal, monetária e cambial articuladas. Todos esses ingredientes sob o guarda-chuva das taxas de juros civilizadas”.